Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

Manuela Arraiano...

Manuela Arraiano ... faleceu a 15 de Maio, em Bruxelas

 

 (*)

 

Para sempre ficou a sua voz com aquela mensagem que, ao fechar, o Radio Clube de Moçambique dedicava a todos os seus ouvintes.

Ouça ou recorde aqui

 

http://macua.blogs.com/files/mensagem-rcm.mp3

 

 

in “Moçambique para todos”

http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2011/05/manuela-arraiano-faleceu-a-15-de-maio-em-bruxelas.html

 

 

(*)http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.lmradio.org/Images/Radio_Clube_de_Mocambique_1967.jpg&imgrefurl=http://www.lmradio.org/&usg=__XVulT4FMn38g3mjNG-2zhaa_Weo=&h=448&w=780&sz=48&hl=pt-PT&start=0&zoom=1&tbnid=UnWXb17iRAXe_M:&tbnh=95&tbnw=166&ei=TV7fTfmnHcGKhQfOiJHBCg&prev=/search%3Fq%3DR%25C3%25A1dio%252BClube%252Bde%252BMo%25C3%25A7ambique%26um%3D1%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DG%26biw%3D1007%26bih%3D681%26tbm%3Disch&um=1&itbs=1&iact=rc&page=1&ndsp=21&ved=1t:429,r:0,s:0&tx=79&ty=49

publicado por elosclubedelisboa às 09:11
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Quinta-feira, 31 de Março de 2011

“Não sou um mito”

 

 

Chissano-livro_605x230

 Joaquim Chissano na sessão de autógrafos

 

“A arte de escrever ou dialogar connosco próprios e, às vezes, com os outros não é fantasia (...). Mais ainda, não é para todos. Ai de nós se todos fôssemos escritores: o mundo seria uma catástrofe”.

 

O anfiteatro da Universidade A Politécnica foi pequeno para acolher centenas de pessoas que se deslocaram àquela universidade para testemunharem o lançamento do primeiro volume - de um total de três - do livro de memórias do antigo chefe do estado moçambicano, Joaquim Chissano. O acto contou com a presença do Presidente da República, Armando Guebuza, membros do governo, deputados, antigos governantes, religiosos, entre outras personalidades oriundas de todas as forças vivas da sociedade moçambicana.

 

A apresentação do livro esteve a cargo do antigo primeiro-ministro e amigo pessoal do autor da obra, Pascoal Mocumbi. Fugindo ao ritual deste tipo de eventos, Mocumbi preferiu não falar de Chissano, justificando que todos o “conheciam”.

 

Preferiu, sim, fazer uma espécie de “digressão sobre a arte de escrever”, e, diga-se de passagem, não decepcionou a plateia numerosa que ali se encontrava.

 

Mocumbi elogiou a coragem de Joaquim Chissano, que decidiu aventurar-se no mundo da escrita, na medida em que a arte de escrever ou dialogar connosco próprios e, às vezes, com os outros não é fantasia; também não é esconderijo. Mais ainda, não é para todos. Ai de nós se todos fôssemos escritores. O mundo seria uma catástrofe...”, disse Mocumbi, para num outro desenvolvimento lançar um repto para os nossos criadores: “A criatividade tem um poderosíssimo inimigo: a fama. Ela destrói toda a criatividade. Quem sobe ao patamar da fama tem de escolher entre permanecer pelo resto da vida nesse nível ou descer e continuar a ser criativo.

 

Um indivíduo famoso torna-se objecto ou boneco articulado dos que lhe atribuem tal fama. Ele tem de passar a fazer o que os outros quiserem. Se ele se portar de forma diferente, será destronado e cairá em desgraça (...) um indivíduo famoso vive num permanente estado de medo e deixa de criar, para não errar. Receia o novo e acomoda-se no velho. Fica à sombra da fama e, como criador, morre...”, disse, citando na ocasião o académico francês Jean-Paul Sartre, que recusou o prémio Nobel da literatura, alegando que “um prémio Nobel nada me pode acrescentar, pelo contrário, faz-me decair. É bom para os amadores que procuram reconhecimento”.

 

Como na óptica de Mocumbi, Chissano não precisa de provar nada a ninguém, afirmou que, na obra ora apresentada, “Joaquim Chissano usa as suas habilidades literárias para nos revelar a sua origem e o caminho trilhado.

 

Relata a sua vida, ao mesmo tempo que descreve o ambiente, identifica as pessoas com quem interage e fala das actividades em que se envolve, analisado o que se passa à sua volta. O autor fá-lo com recurso a uma abordagem tal que cativa o leitor, levando-o a prosseguir a leitura com evidente dificuldade de a interromper.

 

“Chissano dá-nos a conhecer o facto de ter nascido num ambiente de pobreza, como foi e é o caso da maioria das crianças moçambicanas.

Não só conseguiu sobreviver às doenças, como o paludismo, que ceifaram e continuam a matar milhões de crianças na primeira idade, isto é, com menos de cinco anos de idade, mas também se destacou do resto da família, para emergir como um líder reconhecido a nível nacional e internacional”, disse.

 

“Não sou um mito”

 


Intervindo na ocasião, o autor da obra, Joaquim Chissano, pediu para que as pessoas não o vejam muito menos o tratem como uma personalidade mitológica.

 

“Tentei, neste livro, repelir qualquer tentativa de mistificação da pessoa de Joaquim Chissano, porque não é um mito e não quer ser um mito”, disse Joaquim Chissano, que revelou ainda que os próximos dois volumes poderão “levar algum tempo para sair”, em face das investigações em curso.

 

O PAÍS – 30.03.2011

 

In http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2011/03/n%C3%A3o-sou-um-mito.html

 

publicado por elosclubedelisboa às 08:20
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