Sábado, 23 de Julho de 2011

A família Bom Dia

 Horta, Faial, Açores

 

À época da ocupação das ilhas atlânticas portuguesas muitos colonos vieram de outras regiões da Europa e alguns escravos da África. Os Açores receberam além de portugueses, principalmente gente de Flandres, Normandia, Inglaterra e Espanha.

 

Os Bom Dia são oriundos da Espanha. Estabeleceram-se na Ilha do Faial (Arquipélago dos Açores), no século XVII, quando da dominação filipina, através de Francisco Bom Dia e de seu sobrinho Pedro Rodrigues Carrascosa, filho de sua irmã Paula de Bom Dia.

 

Francisco Bom Dia era filho de Pedro Bom Dia e de sua mulher Elvira da Serra, residentes em Villa Maior (Espanha). Segundo o historiador açoriano, frei Diogo das Chagas, veio para o Faial como soldado de pique no terço (regimento) dos castelhanos comandados pelo Capitão Ruas, quando as Ilhas foram submetidas ao governo filipino. No Faial casou e se radicou. Ocupou vários cargos públicos e acumulou considerável fortuna, sendo considerado um dos homens mais ricos do seu tempo. Deixou geração que se destacou na área da música e na religião.

 

Mª Eduarda Fagundes 2010.jpg Maria Eduarda Fagundes

Uberaba, 21/07/11

Dados e referência bibliográfica:

Famílias Faialenses (Marcelino Lima)

Tipografia Minerva Insulana - 1922

tags:
publicado por elosclubedelisboa às 11:26
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 1 de Julho de 2011

GRACIOSA, A ILHA MAIS VERDE DO MUNDO

 (*)

 

Em 2018, 75% da electricidade da Graciosa, nos Açores, virá de fontes renováveis

 

A ilha Graciosa, nos Açores, está prestes a tornar-se a primeira ilha do mundo abastecida por energias renováveis. Em 2012, as energias solar e eólica serão os principais recursos energéticos da ilha, o que fará diminuir as emissões de dióxido de carbono.

 

O projecto é da empresa alemã Younicos, especializada em energias renováveis, que escolheu a Graciosa devido à dimensão e aos seus recursos energéticos.

 

«A meta é que, em 2018, 75% da produção de electricidade provenha de fontes renováveis», afirma ao SOL José Cabral Vieira, director-regional para o sector da energia. Os restantes 25% poderão provir de motores a diesel, ou, caso tal seja viável, a biodiesel. «Pensa-se, também, na possibilidade do aproveitamento de biomassa».

 

Para cumprir estes objectivos, a tecnologia passa pela construção de baterias capazes de armazenar a energia. Já está em fase de testes em Berlim, onde se simulam as condições naturais da ilha.

 

Para José Cabral Vieira, esta é uma iniciativa que reforça a ideia de que os Açores estão na vanguarda das energias renováveis, uma vez que a Graciosa não é caso único. A ilha do Corvo está envolvida num projecto com o MIT (Massachusetts Institute of Technology) Portugal chamado Corvo Sustentável.

 

Outro exemplo é o caso da ilha das Flores, que durante algumas horas – por vezes oito e nalguns dias até 100% – é abastecida a partir de fontes renováveis. O que «constitui um motivo de orgulho para a população aí residente».

 

Na Graciosa, a expectativa é a mesma: «Na verdade, todos gostam de ter algo que valorize e distinga positivamente a sua ilha do ponto de vista energético e ambiental».

 

O projecto pode ser levado para mais ilhas dos Açores como Santa Maria ou até a outras ilhas fora de Portugal, «mas terá sempre o nome da Graciosa associado» por ter sido a primeira.

 

Mesmo depois de implementado, os principais emissores de CO2 continuaram a ser os transportes rodoviários, que poderiam sempre ser substituídos «por veículos eléctricos». No entanto, a sustentabilidade depende de factores alheios à ilha – é preciso esperar pela produção em massa para o mercado mundial e pela redução dos respectivos custos médios. «O ‘totalmente’ renovável pode levar mais alguns anos», considera Cabral Vieira.

 

O problema dos transportes e do CO2 que libertam é, definitivamente, uma das questões ambientais mais difíceis de superar. Mesmo em Växjö, a cidade mais verde da Europa, os 1,2 milhões de habitantes que vivem naquela região sul da Suécia continuam a usar o carro para fazer viagens de apenas cinco minutos.

 

Por esta razão, uma das medidas adoptadas para incentivar a escolha de veículos menos poluentes, como os híbridos ou os eléctricos, foi a de tornar o estacionamento grátis para quem optasse por conduzir sem recorrer à gasolina ou ao gasóleo.

 

23 de Junho, 2011

 

Joana Ludovice de Andrade

 

(*)http://www.google.pt/imgres?imgurl=https://1.bp.blogspot.com/-4GEhKW5ZAIY/Tei02ONHU_I/AAAAAAAAcr8/N1k6Owl2xRY/s1600/2_99_35353_ilha%25252520graciosa.jpg&imgrefurl=http://rgraciosa.blogspot.com/2011/06/festas-visitas-de-estudo-e-marchas.html&h=300&w=400&sz=105&tbnid=2qG_tHgNl3CLaM:&tbnh=101&tbnw=135&prev=/search%3Fq%3DIlha%252BGraciosa%26tbm%3Disch%26tbo%3Du&zoom=1&q=Ilha%2BGraciosa&hl=pt-PT&usg=__1ZNkEUXB6H6KGiieDDXFQfaNQns=&sa=X&ei=zQcNTv6UJtSZhQfwoojfDQ&ved=0CC8Q9QEwAg

tags:
publicado por elosclubedelisboa às 00:26
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

DO ALTO DA LADEIRA DA MINHA INFÂNCIA

 

 Casa Maria Eduarda Fagundes Sozinha, seguindo o trajecto das minhas memórias, subi lentamente a ladeira, ainda calçada com as pedras da minha infância. O som das pegadas era o mesmo que as outras gerações haviam ouvido igualmente: cadente e abafado, lembrando que estavam ali para todo o sempre.                                  

 

 Pico  Depois de tantos anos de ausência, voltar àquele sítio era como voltar a um tempo passado, agora silencioso, onde as pessoas que ali pela mão me levaram não mais existiam. Era como ver um palco iluminado, porém sem actores, mas que ainda assim me emocionava só de ser visto.

                                        

 

Hidrângeas Vez por outra um carro passava, obrigando-me a escolher a calçada estreita, em certos pontos, quase inexistente. O meio-fio, em vala, de  cimento, tinha como função drenar as águas que a natureza despejava.

 

                                      

   Jardim Faial     Na subida íngreme, quando o fôlego faltava, parava por uns instantes para respirar normalmente.  Mas ao chegar ao alto da ladeira, a visão da paisagem da Horta debruçada sobre a baía, o porto e o imponente Pico à frente, fez todo o esforço valer a pena. Ao redor redescobria o portal do Colégio Santo António, onde aprendi as primeiras letras, a casa do leão, onde vivi a minha infância, a canadinha que hoje é uma estrada, o muro em pedra escura, a rua do Cemitério...  Lá em cima da ladeira, no Alto da Boa Vista, nos dias de sol, a visão é deslumbrante. Emergindo do mar, como um gigante negro em forma de montanha, quase sempre coberto com um chapéu de largas abas brancas, rendado pela Madalena... o Pico reina.  Céu e mar disputam qual deles tem o azul mais bonito e brilhante.  As casas de janelas verdes, caiadas de puro branco,  com seus telhados de argila avermelhada, a Torre do Relógio, pontiaguda, solitária no meio de um Jardim, verdes pinheiros gigantes, azuis hortênsias. No mar, a marina plena de embarcações aventureiras, coloridas, tudo me fez sentir tão pequena, tão insignificante, perante tanta beleza. Sentei-me numa mureta que contornava o caminho. E fiquei ali, parada, quieta, cismada, sentindo a brisa do mar, respirando devagar, até que tudo desapareceu de minha cabeça, e eu diluída na natureza, sumi, como se só ela existisse naquele lugar, naquele momento.  Voltei à realidade com o barulho que um grupo de jovens turistas fazia ao incursionar pelas estradas da ilha.  Despertada, voltei ao Hotel, no centro da cidade. O tempo urgia e ainda não havia arrumado as malas. Na manhã seguinte peguei o avião para casa, do lado de lá do mar oceano, para onde o destino me levou ainda criança um dia.

 

                                 

Mª Eduarda Fagundes 2010.jpg Maria Eduarda Fagundes

Uberaba, 04/04/2011

 

Fotos: Arquivo pessoal

tags:
publicado por elosclubedelisboa às 08:19
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Agosto 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


.posts recentes

. A família Bom Dia

. GRACIOSA, A ILHA MAIS VER...

. DO ALTO DA LADEIRA DA MIN...

.arquivos

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds