Quinta-feira, 10 de Março de 2011

OS HISTORIADORES RENEGADOS DE PORTUGAL – 1

 

 

A Pedra de Dighton

 

Infelizmente ainda continuam a existir várias dezenas de acontecimentos e personalidades históricas de Portugal que nunca foram pesquisadas nem diagnosticadas -- com a técnica de autópsias -- porque os chamados historiadores universitários preferem manter um estado de controvérsia para poderem usar mais paleio nas suas aulas e assim impressionar os seus alunos, revelando-se que são realmente sabichões!

 

Estes professores são autênticos renegados da História de Portugal! Vamos encontrar a maior concentração de historiadores renegados nas Universidades Nacionais Portuguesas, porque ganham o mesmo, não investigando NADA!

 

Há mais de 40 anos nas minhas viagens a Portugal, a primeira coisa que eu fazia era ir às livrarias e procurar livros escritos pelos vários historiadores de Portugal que tratassem dos Descobrimentos Portugueses. E gastei muita “massa” neste projecto!

 

Em pouco tempo apercebi-me que esses livros foram escritos por historiadores que usaram uma grande variedade de adjectivos diferentes, não apresentando NADA de novo, mas todos eles tiveram o cuidado de emitir as suas “doutas opiniões” renegando os protagonistas ou os feitos históricos.

 

Estes historiadores renegados não sabem fazer uma REFUTAÇÃO porque não sabem procurar, nem analisar, nem fazer uma autópsia a um documento ou a um monumento. Porquê? Porque estes historiadores renegados não saem da sua universidade nem da biblioteca em sua casa, para se deslocar, irem aos locais onde se encontram os dados históricos e examiná-los com as técnicas científicas modernas.

 

Vou citar apenas três casos históricos que têm sido e continuam a ser renegados pelos chamados grandes historiadores de Portugal:

(1) As inscrições portuguesas gravadas na Pedra de Dighton pelo navegador Miguel Corte Real em 1511.

(2) A Portugalidade do Navegador Cristóvão Colon, ou Colombo.

(3) A Descoberta da Austrália pelo Navegador Cristóvão de Mendonça em 1522.

 

 http://www.dightonrock.com/Dighton-face-1.jpg

 

Nós, Médicos, ao ensinarmos Medicina apresentamos o doente em frente da classe para os alunos fazerem perguntas ao doente sobre os sinais e sintomas e depois discutimos todos juntos o diagnóstico e o tratamento da doença.

 

É assim que se deve ensinar. Era assim que os Professores de História deviam também fazer. Apresentar directamente aos alunos a matéria a ser diagnosticada e deixar os alunos refutar ou concordar com o diagnóstico corrente.

 

Todos os alunos se devem envolver para que a aprendizagem seja muito mais proveitosa. A atitude de “Magister dixit” era usada no tempo da Idade Média. Agora, nos tempos modernos, isso está fora de moda!

 

Para se fazer o diagnóstico das inscrições gravadas na Pedra de Dighton é preciso usar-se as técnicas da Arqueologia e mais especificamente as técnicas da Epigrafia.

 

As inscrições gravadas na Pedra são a prova irrefutável do diagnóstico. Não é qualquer pergaminho que possa existir em Portugal.

 

Mas até à data (2010) ainda NÃO veio NENHUM historiador especifico universitário de Portugal examinar no local a face da Pedra de Dighton que agora está protegida dentro dum museu, em Berkley, Massachusetts, E. U. A.

 

Como é que podem fazer o diagnóstico correcto das inscrições a mais de três mil milhas de distância? Isso é ser um profissional desonesto!

 

As inscrições da Pedra de Dighton são muito simples. Constam de:

(1) Nome do Capitão, Miguel Corte Real, ao centro

(2) Os Escudos Nacionais Portugueses em forma de “U” e “V”

(3) Quatro Cruzes da Ordem de Cristo com extremidades em 45º.

(4) Data de 1S11 com o algarismo em formato de um S maiúsculo.

 

  Manuel Luciano da Silva

                   Médico

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publicado por elosclubedelisboa às 09:17
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2 comentários:
De Anónimo a 10 de Março de 2011 às 17:08
Concordo consigo, Dr. Manuel L. da Silva.
Mas...deixe que comente o seguinte:
Um aluno que acabe o seu curso de história e que queira seguir investigação aqui em Portugal, está tramado pois se não tiver o apoio (leia-se dinheiro) da família, está sujeito e apenas a isso, a dar umas aulitas se conseguir entrar para docente ou então...vai para um qualquer call center !!!
Os governantes deste País tão rico em história não se interessam ...estão de costas voltadas à sua própria identidade nem tão pouco dão apoio a esses poucos jovens que ainda teimam em ser portugueses com P grande!


De Adriano Lima a 12 de Março de 2011 às 23:25
Percebe-se bem o recado aqui deixado. E o colunista não precisou dizer tudo. Nunca frequentei um curso de História (a não ser disciplinas do que interessa à História militar) mas acompanhei de perto o que a minha filha frequentou e concluiu na Faculdade de História da Universidade Clássica de Lisboa há cerca de 12 anos. Pelo acompanhamento e até pelo apoio que a minha experiência me permitiu dar-lhe, apercebi-me de algumas debilidades ao nível de certa docência que eu não esperava. Ela concluiu o curso com carências simplesmente inadmissíveis na área da Antiguidade Clássica que, por problemas pessoais do professor auxiliar, creio que do foro psíquico, só foi abordada muito pela rama. Imaginem!...
Mas a prima dela, minha sobrinha por afinidade, frequentou o mesmo curso numa universidade privada, e seja-me dispensado referir a diferença de nível entre os dois, apesar de tudo.
Este e outros cursos semelhantes constituem os chamados cursos de “lápis e papel” que consubstanciam hoje em dia grande parte da formação académica da “geração à rasca”. Um logro em que caíram as famílias e trava qualquer aspiração legítima dos jovens. Enfim, cursos que não só têm pouco valor no mercado de trabalho como não conferem sequer as bases de uma razoável cultura geral. Neste ponto, temos de admitir que a proliferação selvática das universidades privadas foi um erro crasso. Deviam ter sido criadas em função das reais necessidades do mercado de trabalho.
Acabei por desviar-me um pouco do tema, mas vou retomá-lo, mais em jeito de conclusão. Pois, se os historiadores renegados não investigam nada, pouco mais empenho e proficiência devem revelar no tratamento das disciplinas curriculares do curso de História. E, hoje em dia, com o agravante de o acesso à net ter vindo dar umas inéditas tréguas às meninges, porque grande parte dos trabalhos académicos são verdadeiros plágios. Diz bem o autor: “Em pouco tempo apercebi-me que esses livros foram escritos por historiadores que usaram uma grande variedade de adjectivos diferentes, não apresentando NADA de novo, mas todos eles tiveram o cuidado de emitir as suas “doutas opiniões” renegando os protagonistas ou os feitos históricos.”

Pouco rigor e baixo nível de exigência é o que dá, quando o mais importante é fazer render o negócio das Privadas e distribuir títulos de doutor a jovens ingénuos. Enfim, jovens enganados e Portugal enganado.


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