Quinta-feira, 30 de Junho de 2011

O CAMINHO DO FACILITISMO

O PIPOL E A ESCOLA

 

(*)

 

Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.

Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?

E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem ‘os Lesiades”s, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.

Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o ‘garra de lin-chao’ é q conceguiu assertar lhe com um sapato.
Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???

O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro.

Ah poizé. Tarei a inzajerar?

 

Assim escreve a nova geração, que só escreve em telemóveis e Internet… qual Acordo Ortográfico qual quê…


(*)http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://topnews.com.sg/images/teenagers.gif&imgrefurl=http://www.topnews.com.sg/content/22793-teenagers-getting-sun-burnt-knowingly&usg=__5_ymmGn6tL-wmkm63RabN7rhVQg=&h=360&w=325&sz=72&hl=pt-PT&start=0&sig2=zxiDohIdFT-A6FcFvFxeOA&zoom=1&tbnid=KaqoU4hrG-gTeM:&tbnh=142&tbnw=128&ei=2jQMTt7dIdDA8QOtsuicDg&prev=/search%3Fq%3Dteenagers%26um%3D1%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DN%26biw%3D1024%26bih%3D753%26tbm%3Disch&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=145&vpy=235&dur=10263&hovh=236&hovw=213&tx=135&ty=130&page=1&ndsp=17&ved=1t:429,r:5,s:0&biw=1024&bih=753

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Quarta-feira, 29 de Junho de 2011

ESPETÁCULO DAS FESTAS JUNINAS

 

 

29 DE JUNHO, DIA DE SÃO PEDRO

 

 

É impressionante a força popular das Festas Juninas, no Brasil.

 

Ao chegar o mês de Junho, as Festas desabrocham, por toda a parte. Explodem como um vulcão, espargindo alegria para toda a agente.

Nas cidades, nos campos e pelos sertões, as Festas Juninas desenvolvem-se com a mesma alegria, informal e contagiante. Reúne pessoas de todos os níveis sociais, solidariamente, divertindo-se  num mesmo diapasão.

 

O povo brasileiro é um povo alegre e festeiro. Num mundo monetarizado e consumista, as Festas Juninas resistem cada vez mais revitalizadas, nos braços do povo, quebrando barreiras de espaços e de classes sociais. As Festas Juninas são festas de toda a gente.

 

As Festas Juninas, no Brasil, teoricamente, encerram-se com a Festa de São Pedro, no dia 29. Nada impede, no entanto que as Festas continuem até o começo de Julho, como acontece, em muitos lugares.

 

Em muitas regiões, há festejos organizados pelas autoridades públicas, em grandes espaços, e outros organizados pelas instituições, em datas diferentes. São eventos que atraem muita gente.

 

As Festas Juninas são espetáculos muito ricos e diversificados... Leia mais, clique:

 

http://tribunalusofona.blogspot.com/2011/06/espetaculo-das-festas-juninas-29-de.html

 

 

José João Peralta

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Terça-feira, 28 de Junho de 2011

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS




Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

 

Tenho muito mais passado do que futuro.

 

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

 

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

 

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

 

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

 

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

 

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

 

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

 

Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

 

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana;

que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, o essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

 

 Mário de Andrade

 

Para saber mais sobre o Autor, ver http://www.releituras.com/marioandrade_bio.asp

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Segunda-feira, 27 de Junho de 2011

Investigador português …

 (*)

 

faz descoberta para combater SIDA

 

Proteínas determinantes nos tratamentos são o grande passo desta investigação

 

O investigador português André Raposo, a trabalhar na Universidade da Califórnia, Estados Unidos da América, descobriu proteínas que poderão vir a
ser determinantes nos tratamentos da SIDA (HIV).

 

No estudo, a ser publicado em Julho no “Journal of Immunology”, os investigadores André Raposo, David Trudgian e Benjamin Thomas apontam a existência de potenciais proteínas antivirais que podem dar um importante contributo para o desenvolvimento do tratamento contra o HIV.

 

“Vamos mostrar que a activação das células primárias humanas anula as fases iniciais da reprodução do HIV alterando as células do vírus”, explicam
os investigadores no resumo do estudo, a que a agência Lusa teve acesso.

 

Em conjunto com os colegas, o cientista licenciado em bioquímica pela Universidade de Coimbra e com doutoramento na Universidade de Oxford, Inglaterra, explora a capacidade imuno-reguladora que os linfócitos (glóbulos brancos) têm em diminuir a infecção do HIV nos macrófagos, células que intervêm na defesa do organismo contra infecções.

 

"Acreditamos que os macrófagos são as primeiras células do sistema imunitário a serem infectadas pelo vírus. No entanto, este não induz a morte destas células, residindo dentro delas durante largos períodos de tempo", explica André Raposo, em declarações à revista “Ciência Hoje”.

 

É nessa altura que essas células transmitem o vírus a outras, como os linfócitos, que acabam por não resistir e que conduzem à SIDA.

 

Na investigação, os cientistas conseguiram identificar as proteínas que reduzem a capacidade de defesa das moléculas contra as infecções, o que
permite em termos laboratoriais alterar as características das células e torná-las menos susceptíveis de serem infectadas.

 

Em declarações à revista científica, André Raposo, cuja família reside na Lourinhã, disse que a descoberta “é um contributo da ciência para o desenvolvimento de vacinas efectivas contra o HIV".

 

17 de Junho de 2011

 

Fonte: Lusa/SAPO

 

(*)http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.meuportugal.com.br/wp/wp-content/uploads/2011/06/tratamento_hiv_cientista_portug.jpg&imgrefurl=http://www.meuportugal.com.br/wp/2011/06/18/cientista-portugues-faz-descoberta-para-tratamento-da-aids/&usg=__-4syUJ6Bh3ZCU0ecqE4GAVFwxrc=&h=443&w=590&sz=162&hl=pt-PT&start=0&sig2=Wz94BtmWxtnqdRYaKmEQSQ&zoom=1&tbnid=x9fAnfFUFcji1M:&tbnh=139&tbnw=195&ei=g4YITsDLMcr0sga7uKm9BA&prev=/search%3Fq%3DAndr%25C3%25A9%252BRaposo%252BSIDA%26um%3D1%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DN%26biw%3D1024%26bih%3D753%26tbm%3Disch&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=134&vpy=86&dur=3447&hovh=194&hovw=259&tx=151&ty=104&page=1&ndsp=16&ved=1t:429,r:0,s:0&biw=1024&bih=753

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Domingo, 26 de Junho de 2011

Associação Lusófona de Ciência...

 

...foi ontem constituída em Bragança

   

Bragança, 25 jun (Lusa) - Vai ser hoje criada oficialmente, em Bragança, a Associação Lusófona e Internacional de Administradores de Ciência (ALeIAC), entidade que terá como objetivo a gestão e administração de ciência nos países em que o Português é a língua materna.

 

O director adjunto do Instituto Gulbenkian de Ciência e membro do Conselho da Associação Europeia de Administradores e Gestores em Ciência (EARMA), José Mário Leite, destacou, em declarações à Agência Lusa, a importância desta associação para os países lusófonos: "Com a constituição da ALeIAC, Portugal assume-se como um país ponta de lança em Bruxelas, na área da gestão e administração de ciência em países lusófonos, de forma a haver uma maior aproximação com países como Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique ou Timor", acrescentou.

 

Lusa

 

http://aeiou.expresso.pt/cplp-associacao-lusofona-de-ciencia-e-hoje-constituida-em-braganca=f657758

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Sábado, 25 de Junho de 2011

PEDRO PASSOS COELHO E O ACORDO ORTOGRÁFICO

 

 

Já tenho afirmado, em resposta a essa questão colocada por jornalistas, que o acordo que Portugal assinou há vários anos atrás (porque tal acordo já foi assinado) não representa nenhum benefício para a língua e cultura portuguesa, pelo que não traria qualquer prejuízo que não entrasse em vigor. De resto, não vejo qualquer problema em que o português escrito possa ter grafias um pouco diferentes conforme seja de origem portuguesa ou brasileira. Antes pelo contrário, ajuda a mostrar a diversidade das expressões e acentua os factores de diferenciação que nos distinguem realmente e que reforçam a nossa identidade. Aliás, considero míope a visão de que o mercado brasileiro de cultura passará a estar aberto aos autores portugueses em razão da homogeneidade da grafia, pois que o interesse desse mercado pela nossa produção só pode depender do real interesse pelas nossas especificidades e aí a suposta barreira do grafismo não chega a ser uma barreira, pode ser um factor de distinção que acentua o interesse pela diferença.

 Pedro Passos Coelho

 

Publicado no blog “Cenáculo de um (pseudo) filósofo”, em 20 de Maio de 2008, http://cenaculodofilosofo.blogspot.com/

 

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Sexta-feira, 24 de Junho de 2011

HOJE É DIA DE MACAU

 

http://rpdluz.tripod.com/projectomemoriamacaense/macau.datas.historicas.html

 

 Francisco Monção Leão

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PARA QUÊ ESCOLA?

Ficheiro:Saladeaula itapevi.jpg

Sala de aula de uma escola em Itapevi, em São Paulo

Fonte: Wikipedia, enciclopédia livre.

 

Famílias desestruturadas, falta de instrução e educação dos pais e responsáveis, dificuldades sociais e falta de tempo, pobreza material e de espírito, têm passado para a escola, também cada vez mais despreparada, a responsabilidade de educar as crianças brasileiras.

 

No afã de se mostrar politicamente competente em tirar a sociedade brasileira da ignorância, do preconceito e do subdesenvolvimento, os últimos governos terceirizam serviços (ONGs) e aprovam programas educacionais de espantar a cabeça, a mais simplória que seja.

 

Tudo parece ser feito sem cuidado e reflexão, atabalhoadamente. Erros grosseiros e vazamentos nas questões das provas do ensino médio (ENEM), professores tolerantes com atitudes agressivas e desrespeitosas, tudo em nome de um programa educacional equivocado que visa combater as desigualdades na Escola. É elementar, todos sabem: só a obrigatoriedade, gratuidade e qualidade no ensino fundamental dão, de facto, oportunidades iguais a todas as crianças brasileiras. Não é dando, a toque de caixa, faculdades deficientes que formam profissionais incompetentes para um mercado de trabalho cada vez mais exigente.

 

A escola, insuficiente, dá cotas, tratamento diferenciado, evidenciando que cidadania não é a mesma para todos, que tem meio-peso e meias-medidas, dependendo se é índio, branco ou preto, se é rico ou pobre, se é “Mané” ou presidente. E agora, para agravar a situação, corrigir erros de concordância e ortografia da língua portuguesa, acreditem, é discriminação!

 

Não é na escola que se aprende a forma culta da língua, que é bem falando e escrevendo que todos melhor se entendem? Não é a escola o meio mais democrático, a escada para ascensão sócio-económica? Para que então estudar, “queimar as pestanas”, se é permitido e aceito falar e escrever de qualquer maneira? Afinal, nem todo o mundo pode ser jogador de futebol ou estrela da Globo para brilhar na mídia!

 

É vergonhoso e denota desserviço à comunidade estudantil distribuir livros didácticos que, não revisados pelas autoridades competentes,
ensinam que 5+7 =11. Para que ir à escola se esta para combater o preconceito, sem apoio de profissionais especificamente capacitados para esclarecimentos, em vídeos e livretos, mostra a crianças em processo de desenvolvimento (físico, psíquico e sexual) alterações de comportamento e experiências sexuais, com pessoas do mesmo sexo, não raramente especulativas e passageiras, que podem acontecer nessa época, como se isso fosse a constatação de uma homossexualidade embutida, patente. O homossexualismo é um desvio na formação da identidade sexual do indivíduo que pode ter origem genética, hormonal, psicossocial ou após-traumática (acidentes e doenças). Como, por exemplo, o diabético, o homossexual é um indivíduo que deve ser compreendido e ajudado, respeitado como qualquer outro cidadão.

 

O que se passa na mentalidade daqueles que governam este país? O que esperam para o futuro, ensinando sem respaldo consciente e competente as nossas crianças? Nessas circunstancias para que ir à escola se a nossa Constituição garante: basta ser brasileiro e saber ler, qualquer pode ser presidente!

 

 Maria Eduarda Fagundes

Uberaba, 23/06/11

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Quinta-feira, 23 de Junho de 2011

ADESG – Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Brasil)

 

 

 

A ADESG – Representação em Portugal promove, no âmbito dos “60 anos de ADESG” um concurso destinado a Civis e Militares para
apresentação de um trabalho de índole literário.

Serão seleccionados dois textos, um de autoria de um Civil e outro de um Militar.

Como prémio é atribuído um galardão da ADESG – Europa, alusivo aos 60 anos que em 2011 são comemorados.

REGULAMENTO DE CONCURSO

1 – O artigo a apresentar deve incidir num dos seguintes temas: Atlântico Sul – Amazónia – Amazónia Azul – Defesa – Tecnologia;

2 – O artigo deve conter um mínimo de 600 caracteres e um máximo de 3000, em ficheiro Word 97, enviado até 30 de Setembro para adesgeuropa@gmail.com;

3 – O artigo deve ter um índice de tópico e uma conclusão;

4– O texto deve ser inédito e qualquer referência ou citação deve ter menção à fonte citada;

5 – Deve ser feita a menção de atribuição à ADESG dos direitos autorais permitindo a sua publicação electrónica ou em revista/jornal;

6 – O artigo pode ser assinado com pseudónimo mas terá em ficheiro à parte identificar o nome e contacto do autor, bem como uma curta e sintética nota biográfica;

7 - Deve enquadrar – se nos tópicos que se encontram no site e no Blog da ADESG – Europa

https://sites.google.com/site/assescolasuperiorguerraeuropa/

http://adesg-europa.blogspot.com/


8 – Os artigos serão submetidos em Outubro de 2011 a um júri composto pelo Representante da ADESG Europa, Adesg – Nacional e Adido da Defesa da Embaixada do Brasil em Lisboa, que escolherão o vencedor, tendo como critério:

a) Enquadramento programático nos princípios da Escola Superior de Guerra espelhados nas páginas do identificado Blog;

b) Estilo e mensagem do texto;

c) Sua conexão ao tema;

d) Isenção ideológica.

A decisão do júri será publicada no sítio E Blog acima mencionados sendo agendado com os vencedores data e local para a entrega do Troféu.

publicado por elosclubedelisboa às 00:21
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Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

HOMENAGEM À PRESIDENTA INTERNACIONAL...

 

...COMPANHEIRA MARIA INÊS BOTELHO

LISBOA, 21 DE JUNHO DE 2011

 

 

 

Muito Prezada Presidenta Internacional, Companheira Maria Inês Botelho;

 

Prezados Companheiros;

 

Minhas Senhoras e meus Senhores:

 

 

  • Foi nesse 14 de Agosto de 1385 que em Aljubarrota mostrámos do que somos capazes em defesa do solo herdado e é por esta Pátria que aqui estamos;

 

  •  Foi no dia 22 de Agosto de 1415 que em Ceuta nasceu o Ultramar português e é por todos os povos amigos que aqui estamos;

 

  • Cumpriram-se no passado 20 de Maio os 513 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia (1498) e é por uma visão estratégica que aqui estamos;

 

  • O dia 22 de Abril de 1500 foi a alvorada da glória lusíada nas Américas e é na sua consagração que aqui estamos;

 

  • A Província (portuguesa) do Oriente da Companhia de Jesus tinha sede em Goa e jurisdição desde o Cabo da Boa Esperança até Nagasaki e é por essa Fé que aqui estamos.

 

Sim, muitos foram os teatros por que andámos e se do nosso velho gládio denigrem hoje por cá alguns dos herdeiros de derrotas que infligimos, é por lá que afinal perdura a defesa dos Valores que então lhes legámos e tocam de novo os clangores quando por lá passamos.

 

Não faz sentido criticar a História com base em Valores à época desconhecidos nem colhe discuti-la; reconheçamos que nem sempre fomos Santos e tenhamos a sensatez de aprender com a História que escrevemos.

 

E se essa História se mede por séculos recheados de glória, também a devemos medir por anos e até por meses ou dias. Quando analisamos a nossa História que alguém hoje escreve por nós, não podemos deixar de meditar profundamente como foi possível uma Nação passar tão rapidamente de cabeça de Império a parte menor duma congregação de Estados cada vez menos soberanos e muito raramente solidários.

 

Mas não enjeitemos as culpas. Pelo contrário, façamos da sua assumpção o tema de reflexão e a base de lançamento para os novos rumos que nos hão-de trazer de volta o orgulho em substituição da vergonha, a largueza de horizontes que substitua a pequenez, a esperança num futuro doirado em vez do endividamento galopante.

 

Prezados Companheiros;

Minhas Senhoras e meus Senhores:

 

Está nas nossas mãos – e não nas de mais ninguém – a definição dos caminhos a trilhar na construção de um novo Mundo Lusíada: tomemos a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa como uma realidade fantástica em vias de aperfeiçoamento permanente mas lembremo-nos de todos aqueles outros povos que ficaram de fora. E são tantos... São todos aqueles que ao longo da História, algures no mundo, Portugal administrou e que, por vicissitudes várias, abandonou. Esses, os «portugueses abandonados», ficaram nos seus territórios a crer na Fé que lhes levámos, a falar a língua que lhes ensinámos, a sonhar com um Portugal que poucos ou praticamente nenhuns alguma vez pisaram mas que continuam a ter como a Casa-Mãe da Civilização por que optaram.

 

Muitos, os casos em que passaram séculos de abandono.

 

Recordemos os «portugueses» do Sri Lanka, católicos romanos, que em Batticaloa e Trincomalee sofreram as agruras da guerra civil entre indús e budistas e que, maior pena pesada sofrida, se viram fustigados pelo tsunami de 26 de Dezembro de 2004. O que fizemos por eles? Institucionalmente, nada!

 

Recordemos os cristãos das Celebes e das Molucas que tanto sofreram com o isolamento a que se viram votados só pelo facto de os seus Rajás terem sido «irmãos» do Rei de Portugal.

 

Recordemos os lusófonos da Costa do Malabar que tanto têm pugnado pela Cultura Indo-Portuguesa e ainda hoje são praticamente ignorados nas suas aspirações.

 

Recordemos os Melungos, esses remotos descendentes dos soldados e marinheiros dos Algarves d’aquém e d’além mar que acompanharam os irmãos Corte Real no desbravamento da costa oriental americana, sempre e ainda residentes na Apalachia e que hoje, todos estes séculos passados, se dizem luso-descendentes. Que temos feito por eles? Nada!

 

E que dizer da Guiné-Bissau onde se estima que apenas cerca de 15% da população fala português?

 

E quantos exemplos mais poderia citar se o tempo fosse de inventários em vez de acção urgente...

 

Eis o que por eles podemos fazer: ensinar-lhes a nossa língua, a que havemos de arvorar como o grande instrumento da paz no séc. XXI.

 

E contra ventos e marés havemos de o conseguir pois

 

Aqui ao leme sou mais do que eu:

Sou um povo que quer o mar que é teu;

E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,

Manda a vontade, que me ata ao leme,

D' El-rei D. João Segundo!

 

Muito obrigado!

 

Lisboa, 21 de Junho de 2011

 

Bragança_2007-1.jpg Henrique Salles da Fonseca

publicado por elosclubedelisboa às 18:26
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